Setor automotivo discute impacto tecnológico da Nota Fiscal Eletrônica
21/11/2008


Montadoras de veículos, representantes do Fisco, fábricas de autopeças, empresas e profissionais da área de sistemas participaram do Seminário "Nota Fiscal Eletrônica no Setor Automotivo", promovido pelo Sindipeças no último dia 11 de novembro, em São Paulo.

 

No Estande da Sawluz, a visita de clientes como Valtra e AGCOUma das patrocinadoras do evento, a Sawluz marcou presença com um estande no qual exibiu material sobre as soluções de EDI que há quase duas décadas oferece ao mercado, além de realizar uma apresentação sobre o impacto da chegada da Nota Fiscal Eletrônica ao setor.

 

Diante de uma platéia visivelmente ávida por informações sobre mudanças que estão prestes a entrar em vigor, o diretor da empresa, Werter Padilha Calvacante, abordou aspectos como a necessidade de providências urgentes para que se evitem surpresas desagradáveis, já a partir de 1º de dezembro, quando se tornará obrigatória a emissão da NF-e por parte das montadoras.

 

Segundo ele, embora as autopeças tenham um prazo 120 dias maior para cumprir a mesma exigência legal, não devem imaginar ainda dispor de muito tempo para agir, em função do grande número de providências sistêmicas e burocráticas que também terão pela frente.

 

Frisou ainda a importância de que sejam utilizados meios de comunicação confiáveis para a transmissão das informações dentro desse novo contexto, sob pena de linhas de produção serem paralisadas, caso o documento fiscal não chegue ao seu destino devidamente validado pela Secretaria da Fazenda, uma das maiores novidades trazidas pela NF-e.

 

Com relação à compatibilidade entre as novas regras fiscais e as muitas informações logísticas utilizadas pelo setor, o executivo cogitou duas hipóteses. "Ou o arquivo da NF-e seguirá com um complemento logístico, contendo dados não contemplados pelos próprios campos da nota fiscal, ou essas informações serão colocadas dentro de um mesmo arquivo, algo cuja complexidade seria impossível detalhar aqui", afirmou.

 

Ao exemplificar as dificuldades presumíveis para a concentração dos aspectos fiscais e logísticos num único arquivo, Padilha destacou peculiaridades relativas às etiquetas de embalagens exigidas por algumas montadoras, o que seria muito difícil acomodar no espaço que a NF-e oferece.

 

Por fim, recomendou alguns procedimentos básicos para quem pretenda responder positivamente aos desafios do momento atual. O primeiro desses cuidados consiste em não menosprezar a abrangência das mudanças e a exigüidade dos prazos para a sua implantação, bem como a importância do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), que será uma realidade em janeiro próximo.

 

Igualmente fundamental, segundo ele, é a utilização de um sistema ERP compatível ao volume de dados a ser controlado daqui para frente e, principalmente, não deixar para a última hora os testes e as homologações que devem ser iniciadas após outra providência básica: a inscrição da empresa junto à Secretaria da Fazenda de seu Estado. 

 

Na avaliação do Assessor de TI do Sindipeças e coordenador do evento, os objetivos foram plenamente alcançados. "Pelas perguntas realizadas a todos os palestrantes, ficou demonstrado que realmente esse encontro agregou valor, destacando a importância do projeto e do cumprimento de todos os requisitos para que, pelo menos um mês antes do prazo final, sejam feitas as devidas checagens entre autopeças e montadoras", afirmou José Lauro Magalhães.

 

Na platéia, mais de 200 pessoas


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