Parceria ampliada
1/10/2006


Ao completar quatro anos de Brasil, a ZF Lemförder Tecnologia de Chassis para Veículos, empresa pertencente ao Grupo para o qual a Sawluz desenvolveu, no final da década de 80, seu projeto pioneiro de EDI automotivo, amplia o alcance de sua troca eletrônica de documentos.

 

Implantou, para isso, um solução completa e ancorada num único servidor, estrutura a partir da qual pretende comunicar-se melhor ainda com uma respeitável carteira de clientes no segmento de veículos pesados que consome suas barras de direção e ligação, tirantes, pivôs de suspensão e barras estabilizadores, dentre outros componentes.

 

"Na Scania, temos 95% dos itens; 100% na Volvo; 50% na Volks Caminhões e cerca de 20% na Mercedes-Benz, cujos projetos novos já são 100% ZF Lemförder", assegura o gerente de Compras e Logística da empresa, Eduardo Quitero, lembrando ainda o recente e importante contrato fechado com a Pegeout-Citroen, que também envolverá a infra-estrutura de EDI de sua empresa.

 

Baseado em sua vivência de sete anos com a troca eletrônica de documentos, ele considera a rápida análise dos releases enviados pelas montadoras um ponto crucial para o sucesso dessa tecnologia.

"Se isso for bem feito sua vida fica muito mais fácil", sentencia o profissional, destacando que o sistema da Sawluz permite a realização desse trabalho em poucas horas, tarefa que antes demandava dois dias inteiros de dedicação exclusiva de um membro de sua equipe.

 

"Além disso, é um verdadeiro filtro de segurança, que nos dá uma posição clara de cada NF de entrada, das notas de corte e daquilo que foi entregue ou não", acrescenta Quitero.

 

Segundo ele, essa checagem permite a detecção imediata de possíveis erros em"programas suspeitos", ou seja, muito acima ou abaixo do habitual, ocorrências pródigas em gerar problemas não só para a produção da fábrica de autopeças , mas também em toda a sua cadeia de fornecimento. Sem falar nas multas e de méritos que o descumprimento de pedidos costuma acarretar junto às montadoras.

 

Implantação Tranqüila - CASE

 

Migrar do sistema utilizado anteriormente para o Sawluz foi um sucesso, avalia o coordenador de Informática da ZF Lemförder, Nelson Thadeu. "Fizemos essa escolha em decorrência da funcionalidade e do atendimento oferecido ao nosso pessoal de logística, o que os outros sistemas não contemplavam", justifica o profissional.

 

Embora não tenha acompanhado de perto a implantação da solução anterior, Thadeu hoje a considera nitidamente limitada. "O sistema simplesmente fazia EDI, ou seja, a ida e vinda de documentos, nada mais do que isso", comenta.

 

"Com o Sawluz,temos relatórios de logística, contendo toda a parte de programação e a integração com o ERP, que antes era feita manualmente,passou a ser totalmente integrada.

Hoje não colocamos a mão em nada.Tudo que vem do cliente é integrado com o nosso sistema corporativo automaticamente", acrescenta ele, frisando que isso requereu apenas dois desenvolvimentos, uma rotina para gerar no ERP informações dentro do Sawluz e outra para trazer os pedidos dos clientes para o software de EDI.

Igualmente entusiasmado com as possibilidades vislumbradas ao trabalhar na ZF Lemförder com informações não apenas mais ágeis, como também "tratadas", Carlos Roberto de Souza considera o EDI um dos aspecto básicos ao sucesso da Logística de sua empresa, assim como da nova fase profissional iniciada por ele em agosto último, após ter passado os 16 anos anteriores na co-irmã ZF do Brasil.

 

Essa mudança, além de representar a substituição dos sistemas de câmbio pelos de direção em sua rotina diária, passou a colocá-lo em contato direto com as linhas de montagem, onde qualquer falha de fornecimento pode gerar paralisações desastrosas, um aspecto com o qual o analista não convivia anteriormente por atender, quase que exclusivamente, a área de reposição das mesmas montadoras.

No campo das coincidências entre um período e outro ele inclui o fato de continuar atuando estreitamente com o EDI da Sawluz, realidade que confessa ter pesado positivamente em sua decisão de mudar de empresa. "Foi um alento saber que aqui encontraria um sistema tão familiar e funcional, justamente num momento em que estava certo de que teria pela frente inúmeras novidades e desafios a enfrentar", conclui Carlos Roberto, sorridente.